segunda-feira, 22 de agosto de 2016

OLIMPÍADAS DO RIO DE JANEIRO - IMPRESSÕES

Quando a sede das Olimpíadas de 2016 foi anunciada muita gente, inclusive eu, estava cética: será que sai?

Problemas não faltaram. O Rio de Janeiro virou um canteiro de obras, o trânsito mudava constantemente. Passei dois anos indo para Niterói toda semana, via Rio de Janeiro, sei do que estou falando. A revitalização da zona portuária deixou muita gente irritada. Além disso, as obras de forma geral, foram pontuadas de críticas e de denúncias. O Estado do Rio de Janeiro faliu, mas as Olimpíadas, imaginem, deram certo. Pelo menos na maior parte do tempo. 

Museu do Amanhã.
Mas não vou ficar repetindo o que todo mundo já sabe. Tem muita coisa na internet, boa e ruim, sobre os Jogos Olímpicos de 2016. Vou me limitar aqui a falar das minhas impressões pessoais. E aí entram não apenas os jogos em si, mas as mudanças feitas no Rio de Janeiro para receber os turistas. 

Apesar de eu não achar que o Brasil estava em condições de sediar uma Olimpíada, até que o Rio de Janeiro deu conta do recado, pelo menos até onde eu pude ver.

Desde criança eu sou fã dos jogos Olímpicos. Nunca perdi uma abertura e assistia a tudo que podia. Sou uma atleta frustrada. Fisicamente não tenho aptidão para o esporte. Era boa em natação mas, no resto, sou um desastre. Acho que por isso gosto de assistir as disputas, ver pessoas fazendo o que sei que não consigo fazer. Mas não com inveja, que fique claro, mas com admiração. 
 
Cerimônia de entrega de medalhas para o Handebol masculino.
Então, nada mais natural do que eu poder assistir a pelo menos a uma disputa olímpica. Acabei escolhendo, por força das circunstâncias, o último dia de competições e, claro, uma final com medalha de ouro. Fui assistir à final do handebol masculino entre França e Dinamarca. Apostei na França, favorita. Venceu a Dinamarca. Acho que sou pé frio, como diz meu amigo Pedro Bouça. 

Mas, pra falar a verdade, eu vibrei com os dois lados. Quando se assiste a uma disputa de grande nível cada lance é único e emocionante. Então, torci para França mas também comemorei os bons lances da Dinamarca. Por sinal, fiquei bem no meio da torcida dinamarquesa, o que dificultou um pouco eu gritar "Allez France". 

A Dinamarca venceu. A prata ficou para a França e o bronze foi para a Alemanha. E eu vi a premiação: bônus de quem deixa para ir no último dia e assistir a uma final.

Torcida da Dinamarca - tive que assistir ao jogo praticamente o tempo todo de pé!

Mas vamos falar de organização. Eu achei tudo muito mais organizado do que esperava. Começando com o transporte. Peguei o VLT ao lado da rodoviária do Rio sem grandes dificuldades e me encantei com o trajeto feito pelo veículo. Pra começar, ele atravessa toda a zona portuária revitalizada. Ponto para o Rio de Janeiro. Está tudo muito lindo. O VLT tem paradas em vários pontos, como o Museu do Amanhã, a Cinelândia e segue até o aeroporto Santos Dumont. 

Para quem vai ao Rio de Janeiro e quer passar um dia, visitar museus, conhecer o centro, agora ficou muito fácil. O VLT não enfrenta o trânsito. Por exemplo, no retorno à rodoviária, a chuva havia causando um congestionamento. Passamos por ele tranquilamente, coisa que não seria possível caso estivéssemos de ônibus. Claro, eu sei que este tipo de serviço beneficia os turistas, que quem mora no Rio talvez pouco usufrua. Mas é bom lembrar que o turismo é uma fonte de renda para muitos cariocas, principalmente os que vivem de comércio ambulante. 
 
Mapa com as linhas e as paradas do VLT. Eu peguei a linha Azul, não sei se a verde está funcionando, não me perguntei.
Visto por este lado, as obras de revitalização da área portuária e a instalação do VLT talvez sejam o maior legado das Olimpíadas para o Rio. Mas não posso deixar de comentar que as obras não acabaram. Saindo da rodoviária dá pra ver que falta ainda bastante coisa para ser terminada. Espero que continuem o trabalho mesmo depois dos jogos.
 
Tentando pegar o fogo Olímpico. Espero que
Zeus não me castigue!
Nosso primeiro objetivo era conhecer o Boulervard Olímpico e ver a Pira Olímpica, na Candelária. O ruim foi que eu peguei chuva, então as fotos não estão tão bonitas quando deveriam. Mas mesmo com chuva, foi ótimo. Aliás, a chuva deu um charme ao dia, que foi cheio de aventura, enfrentando rajadas de vento na saída do Parque Olímpico, tênis encharcado o dia todo e longas caminhadas no Parque Olímpico. 

Mas deu tudo certo e, por incrível que pareça, tudo funcionou, do VLT ao Metrô e o BRT. Demorou um pouco, mas chegamos todos inteiros e a tempo de conhecer um pouco do Parque Olímpico e tirar fotos. Todos a quem me refiro são os meus acompanhantes, aluno (Lucca), ex-aluno (Vinícius), futuro aluno (Vitor), a amiga Ana Cristina e marido (Antônio Marcos). Os únicos que tiveram coragem de me acompanhar na minha aventura. E foram ótimas companhias, diga-se de passagem.

Da esquerda para direita: Vitor, Vinícius, Antônio Marcos e Ana Cristina. Candelária ao fundo.
No Parque Olímpico também não tivemos problemas. A entrada foi tranquila e lá dentro sempre tinha alguém pronto para dar uma informação. Mas tudo caro. A comida principalmente. Pior é que lá só se aceitava cartão VISA. Nem meu cartão de débito é VISA, acabei não gastando quase nada. Minha poupança agradece. 

Quanto ao Parque Olímpico em si, ele está belíssimo. Um complexo esportivo de primeiro mundo. Uma pena que parte dele será desmontado depois das Paraolimpíadas. O prédio mais bonito, para mim, foi a arena construída para o jogos aquáticos. Gostaria de ter entrado para conhecer.
Torcedores mexicanos na maior farra.

Ah, não posso esquecer de falar sobre a segurança. Acho que nunca caminhei com tanta tranquilidade pelo centro do Rio de Janeiro. Havia soldados por todos os cantos. Na verdade quase se tropeçava neles. No trajeto da maratona, então, nem se fala. Eles estavam formando quase uma parede humana. Sem risco de alguém invadir e atacar um maratonista. No Parque Olímpico também havia bastante policiamento.

Outra atração a parte eram os estrangeiros, Muitos fantasiados. Todos sempre alegres. Pode-se dizer que o espírito esportivo estava presente em todos. Jovens, idosos, crianças. Vale destacar a simpatia dos franceses. Pois é, eles que tem fama de serem meio antipáticos foram bem gentis conosco. Vitor tirou foto um torcedor sorridente e eu e Lucca conversamos com um jornalista. 
Xavier Barachet, handebolista profissional
 francês.Medalha de ouro em Londres.

Ah, sabe aquele momento em que você encontra uma pessoa famosa, não sabe quem é, a pessoa tenta explicar, dentro do metrô lotado e só depois você se dá conta de que estava conversando com um campeão Olímpico? Pois é, aconteceu comigo. Puxamos conversa com um francês que estava que eu tinha certeza que era atleta. Era nada menos que Xavier Barachet, campeão olímpico de handebol na Olimpíada de Londres. Ele foi cortado da seleção este ano porque machucou o joelho. Estava meio aborrecido que a derrota da França. É compreensível, né.

Tirando isso, não se via uma pessoa de cara triste. Aliás, nem tinha como estar. Tristeza não combina com Olimpíada.


POPULISMO E PERÍODO DEMOCRÁTICO - MATERIAL PARA O TERCEIRO ANO

Seguem slides de vídeos recomendados para o terceiro ano do Ensino Médio. Mas atenção, este material é apenas um complemento, não dispensa a leitura do livro.








Recomendo ainda assistir este pequeno vídeo sobre a construção de Brasília:


segunda-feira, 15 de agosto de 2016

LANÇAMENTO DO LIVRO: MEMÓRIAS DE UM PEDIATRA


Membro da Academia Leopoldinense de Letras e Artes, Antônio Márcio Junqueira Lisboa nasceu em em Leopoldina (MG), em seis de janeiro de 1927, sendo filho de Irineu Lisbôa e Cinira Ribeiro Junqueira Lisboa. Seguiu a carreira de médico tendo se tornado uma das maiores referências da pediatria no Brasil, influenciando várias gerações de médicos. É um dos fundadores da  Academia de Medicina de Brasília e possuí vários livros publicados sobre pediatria e outros temas relacionados à saúde. 

Além disso, é fundador de quatro sociedades científicas e membro honorário de sociedades nacionais e internacionais da Costa Rica, Peru, Equador, Argentina, entre outras. Tem 10 livros publicados e é membro do corpo editorial de 12 revistas sobre saúde. Contribuiu com o Centre International de l'Enfance de Paris; o Instituto Interamericano del Niño e do Centro Latinoamericano de Perinatologia y Desarrollo Humano, ambos em Montevidéu, entre várias outras colaborações com instituições nacionais.

Não menos importante, ele é responsável pelos meus exemplares mais raros de revistas em quadrinhos, com as quais generosamente me presenteia. Então, posso dizer que o Dr. Lisboa é quase um mecenas, que me ajuda a compor vários textos e iniciar pesquisas a partir do material com o qual me presenteia.

O Dr. Antônio Márcio estará em Leopoldina para lançar seu novo livro e para falar sobre a importância dos pais na formação dos filhos. A palestra está sendo promovida pela ALLA e é a aberta ao público.

 Contamos com sua presença.


domingo, 14 de agosto de 2016

VOCÊ CONHECE A HISTÓRIA DO QUIABO?

Imagem disponível em: http://zip.net/bstq86, acesso em 14 de ago. 2016.
No Dia dos Pais, meu pai pediu para o almoço com os filhos seu prato preferido: frango com quiabo acompanhado, claro, de angu. Inspirada pelo cheiro delicioso que está vindo da cozinha da minha casa, resolvi fazer uma pequena postagem, em homenagem a todos os pais, falando sobre a origem deste alimento muito apreciado em Minas Gerais e em tantas outras regiões do Brasil, o quiabo.

O quiabo (cujo nome científico é Abelmoschus esculentum) é um alimento de origem africana. Surgiu provavelmente entre o Egito e a Etiópia, mas é também muito consumido no Sudão, Nigéria, Mali, Guiné-Bissau e Burkina Faso. Nos Estados Unidos ele é considerado um alimento típico dos Estados do sul. 

O quiabo é fruto do quiabeiro, uma planta da família da malva (Malvaceae). Possui origem africana. Também é conhecido como quingombô,  gombô,  quibombó,  quibombô,  quigombó, quibombó,  quimbombô,  quingobó, quingombó e quingombô.  

Com o intenso tráfico de escravos para a América, para trabalhar nas plantações e, posteriormente, na mineiração houve igualmente um intenso intercâmbio cultural entre os dois continentes, o que  possibilitou a vinda de várias espécies de plantas e animais para o Brasil. Dentre os alimentos que vieram juntamente com os escravos estava o quiabo.

“A população negra que vivia no Brasil plantou inúmeros vegetais que logo se tornaram populares, tais como: quiabo, caruru, inhame, erva-doce, gengibre, açafrão, gergelim, amendoim africano e melancia, entre outros. Os negros trouxeram para o país a pimenta africana, cujo nome localizava a origem, Malagueta”[1].

O quiabo passou a fazer parte da culinária brasileira, estando ainda relacionado à rituais de festas religiosas. O Caruru (quiabo cozido com camarão seco, castanha, amendoim, gengibre e azeite de dendê), por exemplo, é um prato servido na Bahia no dia 27 de setembro, em homenagem aos santos Cosme e Damião. O quiabo é um alimento presente nas oferendas a orixás dentro das religiões de matriz africana, sendo considerado muito mais do que um simples alimento para os seguidores destas religiões. Veja um exemplo:

“Ajebo ou ajébo é comida ritual do Orixá Xango ayra. É feito com seis ou doze quiabos cortado em "lasca", batido com três clara de ovos até formar um musse, regado com gotas de mel de abelha e azeite doce. Colocado em uma gamela forrada com massa de acaçá ou pirão de farinha de mandioca, ornado com doze quiabos inteiros, doze moedas circulante, doze bolos de milho branco e seis Orobôs. A mesma oferenda pode ser oferecida a outras qualidades de Xangô, todavia acrescenta-se azeite de dendê e substitui os doze bolos de milho branco por doze acarajés”[2].

A culinária mineira, assim como a de muitas outras partes do país foi influenciada pela culinária africana, indígena e portuguesa. Temperos e alimentos vindos de vários continentes se encontraram dando origem a pratos que se tornaram característicos de várias regiões.

Em Minas Gerais o quiabo está presente desde o início da ocupação da região, no final do século XVII, com a descoberta do ouro e, posteriormente, dos diamantes. O quiabo era preparado juntamente com a carne de animais ou misturado ao angu. Quando chegaram as galinhas e porcos trazidos pelos portugueses vieram, então, o frango com quiabo e a costelinha com quiabo, sempre acompanhados de angu.

O frango com quiabo é um ensopado, tipo de comida característica da culinária portuguesa trazida para o Brasil pelos colonizadores. Os ensopados eram preparados pelos colonos com carne de animais de caça ou animais criados em sítios e fazendas, como galinhas e porcos. Geralmente, eles eram acompanhados de farinha de mandioca, outro alimento típico da culinária nacional, de origem indígena.

Por exemplo, a história do Feijão Cru, lenda de fundação do município de Leopoldina (MG) parte de uma prática culinário comum entre colonos: o cozimento de feijão. O feijão tropeiro, outro alimento típico de Minas, surgiu do hábito de se cozinhar feijão e comê-lo acompanhado de farinha de mandioca. Passou-se a acrescentar à refeição tudo que os viajantes tinham em mãos: carne de caça, toucinho, carne seca, verduras, etc. Os caldeirões de ferro eram dependurados sobre fogueiras.

“O feijão tropeiro recebeu esse nome porque o feijão era servido, na época, durante as longas viagens em tropas de burro. Quanto às sobremesas, há fartura de doces e compotas: doce de buriti, de leite, rocambole recheado, geléias com queijo de minas, doces de amendoim etc”[3].

O historiador Carlos Alberto Antunes dos Santos destaca que o feijão era consumido em praticamente todo o território colonizado por Portugal e fazia parte da agricultura de subsistência.[4] Ao lado dele outros alimentos eram amplamente consumidos, como o milho, a mandioca e a carne seca. Alimentos que tinham maior durabilidade e que podiam ser transportados em longas viagens.

Finalizando, pode-se dizer que experimentar um bom frango caipira com quiabo é uma forma não apenas de honrar uma tradição mineira mas, também, preservar parte do nosso patrimônio cultural e enriquecer ainda mais nossa História da Alimentação, responsável pela formação de parte na nossa identidade nacional. Então, bom apetite e Feliz dia dos Pais.

Uma curiosidade: Cleópatra, rainha do Egito, usava o quiabo como produto de beleza.

OUTRAS FONTES CONSULTADAS

A ORIGEM da Culinária Mineira: 300 anos de receitas bem guardadas. Disponível em: http://zip.net/bjtqWy, acesso em 14 ago. 2016.


ALIMENTAÇÃO e Cultura. Disponível em:  http://zip.net/bytrqc, acesso em 14 ago. 2016.

 

DO QUIABO ao dendê, caruru baiano é marco do sincretismo na gastronomia. Disponível em: http://zip.net/bftqQF , acesso em 14 ago. 2016.


MINEIRIDADES - Frango com quiabo e angu é um bom motivo para a gula. Disponível em: http://zip.net/bmtqV3, acesso em 14 ago. 2016.

 

OFERENDAS e comidas dos Orixas. Disponível em: http://zip.net/bvtrlg, acesso em 14 ago. 2016.

 

QUIABO. Disponível em:  http://zip.net/bntq4D, acesso em 14 ago. 2016.






[1] ALIMENTAÇÃO e Cultura. Disponível em:  http://zip.net/bytrqc, acesso em 14 ago. 2016.
[2] OFERENDAS e comidas dos Orixas. Disponível em: http://zip.net/bvtrlg, acesso em 14 ago. 2016.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

BREVE BALANÇO DE SEIS ANOS DE BLOG

Há pouco mais de seis anos atrás eu resolvi criar um este blog. Queria usá-lo para registrar as minhas experiências de trabalho, opiniões e sugestões. No final, ele se tornou um blog de Ensino de História, de História Local e de outras temáticas que tratei nestes últimos anos. Neste meio tempo eu ganhei e perdi seguidores. Recebi e respondi a muitos comentários. Espantosamente por raríssimas vezes estes comentários foram ofensivos, coisa que na internet não é lá muito comum.

Hoje, por mera curiosidade, resolvi olhar as estatísticas destes seis anos de trabalho e, veja só, o blog tem servido realmente à sua função original. Das postagens mais acessadas estão aqueles que falam de práticas de ensino ou que disponibilizam material tanto para estudantes quanto professores. Isso muito gratificante, poder compartilhar com outras pessoas nossas ideias. 

Elas podem não ser as mais originais, mas podem trazer luz a quem precisa de um ponto de partida. Quantas vezes eu busquei na internet por material que pudesse usar na sala de aula? E quantas vezes este mesmo material me serviu de inspiração para produzir atividades e até mesmo preparar aulas inteiras?

Então, não tem como não me sentir gratificada quando chego para olhar as estatísticas (coisa que nunca faço) e vejo que o tráfego no meu blog pode não ter uma escala assombrosamente grande, mas é bem maior do que eu poderia ter um dia sonhado. Melhor ainda é ver que ele não se limita apenas aos usuários brasileiros, mas de todo o mundo.

Assim, nesta breve postagem, eu gostaria de agradecer a quem visita meu blog. É um incentivo para que ele continue a ser alimentado e para que eu continue escrevendo sobre meu trabalho. Obrigada!


quinta-feira, 11 de agosto de 2016

POSSE DOS MEMBROS DA ACADEMIA JOVEM DE LETRAS E ARTES DE LEOPOLDINA


Acontece no dia 25 de agosto, do ano corrente, a posse dos primeiros membros da Academia Jovem de Letras e Artes de Leopoldina. Os membros deste  novo segmento criado pela Academia Leopoldinense de Letras e Artes (ALLA) foram selecionados entre os vencedores do Concurso da ALLA, de 2016, todos eles vencedores das categorias em que concorreram. Eles são, por assim dizer, pioneiros e, por isso, terão uma responsabilidade enorme.

Na verdade não apenas uma, são várias. 

Para começar eles estarão representando os jovens de Leopoldina, ligados ou não às artes e à literatura. Eles representam o potencial de cada leopoldinense, sua sensibilidade, sua capacidade de colocar em traços e palavras sentimentos, ideias e valores. Eles também se tornaram promotores da cultura em Leopoldina. 

Cabe a eles não apenas participar mas, também, organizar eventos culturais voltados principalmente para outros jovens. Eles serão multiplicadores. E o que eles estão multiplicando? Cidadãos que futuramente também irão desempenhar um papel importante tanto na preservação quanto na divulgação da cultura local.

Eles representam ainda novas perspectivas em relação à educação no nosso município, que abriga tantos talentos, muitos deles desconhecidos. Por essas e outras razões a ALLA tem o prazer de convidar todos a participarem da cerimônia de posse da nossa ALLA Jovem. Ela é um presente e o futuro de Leopoldina.

domingo, 7 de agosto de 2016

BIANCA PINHEIRO E OS URSOS

Numa postagem anterior eu falei sobre uma HQ sueca chamada Bamse (clique aqui para ler a postagem), estrelada por um urso. Hoje eu vou falar sobre outra HQ, que também tem um urso como protagonista: Bear. Embora ursos não sejam animais típicos de países tropicais eles estão presentes no imaginário infantil, graças à expansão de meios de comunicação como o cinema, a televisão e as HQs. Então, estaremos falando hoje de um urso “brasileiro”.

Bear foi criado inicialmente como uma webcomic (que pode ser acessada clicando aqui) pela quadrinista Bianca Pinheiro, em 2013. Seu principal trabalho, Bear narra as aventuras de uma menina perdida e um urso que se torna seu amigo. A HQ teve suas histórias reunidas e publicadas pela Nemo, em 2014, com um segundo volume sendo lançado em 2015. Há planos para que a série seja impressa em dez números.

Se Bamse é o urso mais forte do mundo, Dimas, o urso, é o mais gentil, que se dispõe a ajudar uma criança perdida a encontrar seus pais. Os diálogos são simples, mas inteligentes, e a narrativa pontuada de referências a livros autores e personagens conhecidos do público geral. De contos de fadas à cultura pop, Bear transita em meio à literatura, folclore e aborda temas como despotismo, por exemplo, mostrando que é muito mais do que um quadrinho fofinho feito para crianças. Nisso, os dois quadrinhos e assemelham muito.

Simpático e bem humorado, fala sobre amizade e sentimentos.  Assim como Bamse, trabalha com aspectos morais. Tem potencial pedagógico na medida em que oferece elementos para se desenvolver narrativas mais dinâmicas e criativas, podendo se usado em aulas de língua portuguesa e filosofia, por exemplo.

Bear pode ser lido por pessoas de todas as idades. Cada um irá tirar dele uma impressão diferente. O ato da leitura em si traz esta possibilidade, pois a interação entre o leitor e o texto vai depender da vivência de cada um. Uma criança pode vir a divertir com os diálogos bem humorados, um adulto pode ser levado a refletir sobre determinada situação. Esta é uma virtude das HQs que nem sempre pode ser encontrada em determinados tipos de literatura.
Imagem disponível em: http://zip.net/bntqJr 
Bamse e Bear devem se encontrar em breve, na Suécia. Bianca foi convidada para representar o Brasil na Feira Internacional do Livro de Gotemburgo, que acontece entre os dias 22 a 25 de setembro. O convite é resultado da aproximação literária entre o Brasil e a Suécia, que já vem acontecendo há algum tempo. Em 2014, por exemplo, o Brasil foi o primeiro país sul-americano homenageado pelo evento.

A participação de Bianca no evento, assim como a publicação de Bear na forma de álbum em quadrinhos, aponta para um maior interesse na produção nacional, que ainda é tímida entre as grandes editoras, mas que tem crescido exponencialmente no mercado independente. Bianca Pinheiro representa hoje um grupo privilegiado de mulheres e homens que têm conseguido levar seu produto para as livrarias, já com um público leitor cativo formado a partir de sites onde se publicam tiras, geralmente semanais.

Sobre a autora:

Bianca Pinheiro.
Imagem disponível em http://zip.net/bstqNd
Bianca Pinheiro Cristaldi da Silva nasceu no Rio de Janeiro em 21 de setembro de 1987.  Mudou-se com a família para Curitiba aos 5 anos.  É formada em Artes Gráficas na Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UFTPR) e pós-graduada em História em Quadrinhos pela Opet. Além de quadrinista é ilustradora freelancer de materiais didáticos e de revistas.  Considerada um dos grandes expoentes da geração atual de quadrinistas independentes.

Como muitas outras cartunistas, começou a ser influenciada pelos quadrinhos ainda na infância, sendo eles fundamentais na sua alfabetização. Começou a produzir histórias para a internet em 2012, com a página do Tumblr A Vaca Voadora. Ganhou em 2015 o 27º Troféu HQ Mix, na categoria Novo Talento (Roteirista). Também em 2015, sua HQ Dora foi apresentada em forma de leitura encenada no projeto Cena HQ, em Curitiba.

Participou como convidada no Festival Internacional de Quadrinhos em Novembro de 2015, onde lançou seu segundo livro independente, a HQ 'Meu Pai é um Homem da Montanha', dessa vez em parceria com Gregório Bert. Na ocasião foi anunciando oficialmente que Bianca Pinheiro fará a Graphic MSP inédita da Mônica.

Links consultados.

Bear. Disponível em http://bear-pt.tumblr.com/, acesso em 05 ago 2016.

Entrevista: Bianca Pinheiro, autora de Bear. Disponível em: http://zip.net/bhtqJb, acesso em 05 ago. 2016.


Quadrinista brasileira é convidada para feira de Gotemburg. http://zip.net/bbtqvs, acesso em 05 ago. 2016.

MINHAS IMPRESSÕES DO II ENCONTRO INTERNACIONAL LADYS COMICS

Uma semana depois do término do II Encontro Ladys Comics, do qual participei com uma oficina, juntamente com a amiga Valéria Fernandes da Silva, encontrei um tempo para poder escrever sobre a experiência. Acho melhor começar falando justamente sobre isso, a oficina. O tema dela foi "Gênero e Política nas Histórias em Quadrinhos: ensino e pesquisa".  

Nós partimos da nossa experiência pessoal e profissional como professoras de educação básica e pesquisadoras de quadrinhos para tentar levar ao nosso público exemplos de como os quadrinhos podem ser utilizados nas escolas e de como eles têm potencial como objeto de pesquisa. E falando das nossas oficineiras, a princípio eu achei que seriam, em sua maioria, pessoas ligadas a área da educação mas havia um pouco de tudo. Havia estudantes de arte, professoras, estudantes de comunicação e até quadrinistas. 
Com as moças que participaram da nossa oficinas - extrapolamos o tempo e elas ficaram firmes, até o final.
Cada minuto foi aproveitado, embora eu acredite que se tivéssemos mais 2 horas de oficina, assunto não faltaria. Acho que agradamos. Fazia um tempo que não ministrávamos oficina, Valéria e eu. Aliás, um bom tempo. Foi então duplamente compensador, tanto pela oportunidade que nos foi oferecida, quando por estar ali com minha querida amiga. 

Mas o encontro não se resumiu à oficina, claro. Assisti a algumas mesas e conversei com muita gente. Em sua maioria, quadrinistas, mas havia também pesquisadoras e pesquisadores. Gostei muito de ouvir a experiência das quadrinistas, tanto das mais jovens quanto das veteranas. Em sua maioria, muito lúcidas.
Com a amiga Valéria Fernandes da Silva
15 anos de amizade e parceria! 

Apesar do preconceito que este tipo de encontro desperta em algumas pessoas, e aí incluo homens e mulheres, por ser um encontro que potencialmente projeta um discurso feminista, que muitas vezes pode tomar uma direção perigosa, achei o público em geral muito aberto e amistoso. A maioria era de mulheres, claro, mas havia uma boa quantidade de homens e todos pareciam bem a vontade. 

Da organização não posso reclamar. Todos sempre atenciosos, prestativos. Fomos bem acolhidas desde o primeiro dia. No hotel fazíamos as refeições juntas, todas as convidadas, em clima de descontração. Claro, foi muito cansativo, uma jornada de três dias, onde acordávamos cedo e chegávamos sempre depois das 20h. Precisei de um dia para me recuperar, mas é um cansaço bom. Confesso, sem vergonha, que gostaria de poder ter ficado mais e que me vieram lágrimas aos olhos na hora da partida.

É mais do que um encontro sobre mulheres nos quadrinhos. Nós acabamos criando vínculos, compartilhando vivências, histórias. Eu reencontrei pessoas que não via há alguma tempo, tivemos momentos descontraídos e momentos sérios. 

Crau da Ilha e Nilson.
Engana-se quem pensa que vamos para encontros falar apenas sobre quadrinhos. É muito mais do que isso. Nesses encontros nascem parcerias que rendem produtos, que podem definir rumos de projetos futuros. 

Por exemplo, eu passei horas conversando com Crau da Ilha e Nilson, dois veteranos da época do Pasquim e do Bicho. Dá pra fazer ideia do quanto eu aprendi sobre repressão durante a ditadura?

Enfim, no geral, só tenho a agradecer pela oportunidade. Aproveitei muito, acho que foi um ganho profissional e pessoal e espero estar presente no III Encontro Lady Comics, quando ele acontecer, mesmo que não seja na condição de convidada.

sábado, 6 de agosto de 2016

BAMSE, O URSO MAIS FORTE DO MUNDO E O POTENCIAL PEDAGÓGICO DOS QUADRINHOS

As pessoas normalmente não compreendem muito bem o papel dos meios de comunicação na formação social, cultural e até política do indivíduo. Quando se trata de um meio de comunicação entendido simplesmente como uma forma de divertimento fica mais difícil explicar. Quando você se torna pesquisador de Histórias em Quadrinhos (HQs), por exemplo, vai se deparar com muitas questões que se resumem em uma única pergunta: “Para o quê serve isso”?

Daí eu começo explicando que em tudo há um discurso, que nenhum discurso é inocente e que todo discurso deve ser analisado, não importa se ele está presente na narrativa complexa de um texto literário ou na narrativa igualmente complexa de uma HQ. Aliás, quando mais aparentar ser inocente, maior a abrangência do discurso.
 
No caso das HQs, especialmente aquelas voltadas para o público infantil, podemos encontrar um potencial poderoso que pode ser explorado por educadores e pais. Dê uma boa revista em quadrinhos para seu filho ou seu aluno ler e estará contribuindo não apenas para a formação de um bom leitor, mas, também, de uma boa pessoa.

Tenho tido exemplos disso em quadrinhos publicados em várias partes do mundo, como França, Bélgica, Japão, Estados Unidos e Chile. Recentemente tive contato com uma nova HQ cujo potencial formativo me chamou a atenção. Trata-se de uma série sueca, chamada Bamse, da qual ganhei dois exemplares recentemente, do amigo Sérgio (que quando tiver mais pode lembrar de mim).

Bamse é uma série de animação criada na década em 1966 por Rune Andreasson, voltada para crianças. Fez tanto sucesso que ganhou sua própria revista em 1973. Foi publicado nos países nórdicos e circulou, também, na Bélgica, na Holanda e no Reino Unido, embora não tenha feito o sucesso esperado nestes países.

Mas na Suécia a história é diferente: em 2013, ao completar 40 anos de criação, a série contava com cerca de 100.000 leitores. Não é pouca coisa para um país que possuí uma população de 9.822.093. Levando-se em consideração que a HQ circula há mais de 40 anos, há de se pensar que basicamente todo habitante da Suécia já teve um exemplar em mãos em algum momento, ou assistiu a alguma animação ou propaganda envolvendo os personagens da série.

A série é estrelada pelo ursinho Bamse, o urso mais forte do mundo, e narra as aventuras de vários animais engraçadinhos, como tartarugas, coelhos, patos e tantos outros. Bamse é quase um super-herói. Sua força descomunal vem do fato de ele comer dunderhonung (cuja tradução seria "mel trovão" ou “super mel”), fabricado pela sua avó, que usa nele pimenta e um ingrediente secreto, uma planta especial. Um detalhe: só ele pode beber a mistura, se outra pessoa o faz tem um efeito não muito agradável.


À primeira vista esta parte da história talvez nos faça lembrar-se de Asterix e a porção mágica do Druida. Mas a semelhança para por aí. Apesar de tanta força, o urso é um pacifista e usa o mínimo de violência possível, mesmo contra os vilões. Bamse não é apenas o urso mais forte do mundo, mas é também é também o mais gentil. Ele acredita na redenção. Um dos ensinamentos da revista é que devemos ser bons com pessoas más, porque isso pode fazer a diferença.

Bamse é, também, um urso de família: é casado e tem quatro filhos. Divide com os amigos, a esposa e os filhos parte das suas aventuras. Apesar da sua caracterização, de ser uma HQ estrelada por animais “fofinhos”, Bamse extrapola a aparência inocente de uma simples HQ para crianças.


Muito mais do que uma diversão infantil, Bamse tem um alto potencial pedagógico e estimula a curiosidade as crianças e, segundo seus críticos, tem um forte posicionamento moral com relação a temas complexos.

Esta HQ utiliza da linguagem infantil para tratar de assuntos sérios como, por exemplo, o holocausto, além de trazer a tona elementos do folclore nórdico como trolls, goblins, bruxas, gigantes, e dragões. Foram incluídos ainda em suas histórias temas polêmicos como o racismo, igualdade de gênero e dependência química. Vocês se lembram do que eu disse sobre o potencial do discurso contido em toda narrativa?

É claro que todo discurso contido numa narrativa depende muito do posicionamento ideológico do autor. Este posicionamento pode mudar quando o personagem muda de mãos. Isso acontece muito com personagens populares como, por exemplo, personagens de comics estadunidenses, como a Mulher Maravilha, que depois de 75 anos passou por vários autores e desenhistas.  Desde a morte de Andréasson, em 1999, críticos consideram que a série perdeu um pouco da sua faceta crítica e se tornou mais comercial.


De qualquer forma, pela sua longa história e pela forma como o personagem explorou e ainda explora temas atuais, Bamse não pode, assim, como outras HQs ser simplesmente considerado uma forma de entretenimento inocente. O que não é ruim, muito pelo contrário. É preciso estimular as crianças a terem contato com assuntos que farão parte um dia das suas vidas. Elas devem ter opinião, devem aprender a compartilhar sua opinião e defender seus pontos de vista. 





Links consultados:
Bamse. Disponível em: http://www.mibepa.info/bb/bb019.htm, acesso em 04 ago. 2016.

Forty years in comics for 'leftie bear' Bamse (2013). Disponível em:
http://www.thelocal.se/20130110/45520, acesso em  04 ago. 2016.

Comic Book / Bamse. http://tvtropes.org/pmwiki/pmwiki.php/ComicBook/Bamse, acesso em  04 ago. 2016.

Rune Andréasson - RUNES FÖRSTA SERIENALLAR. Disponível em: http://www.bamse.se/sidor/kategoribamsefaktarune-andreasson, acesso em 05 ago. 2016.



OBS: Talvez eu até aprenda algumas palavras em sueco para poder, em uma outra postagem, trazer uma leitura mais crítica da série.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

ESCOLA DEMOCRÁTICA VERSUS ESCOLA SEM PARTIDO


Vou aproveitar a chamada para o debate a ser promovido pelo GT de Ensino de História para deixar claro meu posicionamento. O projeto de lei Escola sem Partido é um dos maiores absurdos que eu já tive o desprazer de presenciar. Gostaria de saber que história é essa de fim da doutrinação ideológica nas escolas. Até onde eu sei não existe tal coisa. Eu dou aula de História há 22 anos e eu tenho alunos e ex-alunos que concordam comigo e discordam de mim em vários assuntos. Cada um tem a sua cabeça, cada um sabe chegar às suas próprias conclusões. Isto se chama aprendizagem, construção do conhecimento.

E é isso que a escola ensina, ela ensina a ter pensamento crítico. A tal doutrinação à qual muita gente desinformada se refere parece uma lavagem cerebral em larga escala que eu não sei onde acontece, mas na escola é que não é. Não produzimos fanáticos, produzimos cidadãos. Se eles vão ser esquerdistas, se vão virar políticos que lançam projetos que querem acabar com a liberdade de pensamento pra transformar a população em gado de manobra, eu não tenho nada a ver com isso!

Explica para mim: como eu vou ensinar História sem falar de conflito, de guerra, de revolução? Sou de esquerda por que digo que na pré-história havia posse coletiva dos bens? Como vou falar de Guerra de Canudos sem levantar questões político-sociais? Vou ser criminosa por fazer meu trabalho?

Acabem de uma vez com as Faculdades de História e Filosofia, Sociologia, já que é para acabar com o ensino crítico. Eni Orlandi já afirmava: não existe discurso sem ideologia. Oras, e o que há de errado nisso?  Quantas ideologias essa gente acha que existem? Meia dúzia? Será que eles se acham seres sem ideologia? Tá de brincadeira comigo? Isso não existe!

Logo que tudo isso começou veio-me a mente a máxima iluminista (Iluministas não eram socialistas, socialismo nem existia naquela época) que dizia, em miúdos, que a razão era a única forma de se chegar ao conhecimento e que a ignorância era responsável pelo atraso da humanidade.

Pois bem, rogo pela vitória da razão contra a ignorância que está tomando conta deste país. Sei que ninguém está satisfeito com boa parte dos políticos que se apoderam desta nação, mas a Escola Sem Partido está mais para facilitar o trabalho deles do que para dar jeito nessa bagunça que nosso país se tornou.


segunda-feira, 18 de julho de 2016

XXV Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos - Edital


Já está disponível o edital do  XXV Concurso Nacional de  Poesias  Augusto dos Anjos, cujas inscrições vão de 08 de agosto a 02 de setembro de 2016. O Concurso  dos Anjos é um dos mais importantes da área e vem crescendo a cada ano, com um numero cada vez maior de participantes do Brasil e do exterior.

O edital está disponível no site da Academia Leopoldinense de Letras e Artes e pode ser acessado clicando aqui!


quarta-feira, 13 de julho de 2016

LANÇAMENTO: "QUADRINHOS & EDUCAÇÃO" – FANZINES, ESPAÇOS E USOS PEDAGÓGICOS DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS


Está sendo lançado durante a II Jornada Temática de Histórias em Quadrinhos na UNIFES, de Guarulhos (SP), o terceiro volume de Quadrinhos e Educação, série organizada por Amaro Braga e Thiago Modenesi, que traz artigos de vários pesquisadores, muitos deles, inclusive, membros da ASPAS (Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial) da qual faço parte.

O livro está dividido em três partes. A primeira traz artigos sobre o uso dos fanzines como recurso pedagógico. A segunda parte fala dos quadrinhos e espaços como gibitecas, ressaltando seu uso pedagógico. A parte final traz indicações de como se trabalhar com quadrinhos em sala de aula. Estou participando com um artigo sobre gibitecas, a convite da colega aspiana Dani Marino.

Confira!

PARTE 1: QUADRINHOS, FANZINES E PROPOSTAS PEDAGÓGICAS

Os Fanzines como recurso didático no contexto universitário da baixada fluminense: narrativas e representações dos bairros  - Clézio dos Santosár

Os saberes na formação docente: a produção de Fanzines no curso de licenciatura em química - Marcio Roberto da Silva Garcia

Quadrinhos e Fanzines no ensino de ciências e saúde no Brasil: mapeamento e caracterização das publicações e metodologias - Danielle Barros Silva Fortuna/Paulo Roberto Vasconcellos-Silva/ Tania Cremonini de Araújo-Jorge

PARTE 2: QUADRINHOS E SEUS ESPAÇOS PEDAGÓGICOS

Gibitecas como espaços de formação de leitor e exercício da cidadania - Daniela dos Santos Domingues Marino/Natania Aparecida da Silva Nogueira

Educação nas Histórias em Quadrinhos de super-heróis: a percepção dos leitores - Fábio da Silva Paiva/Thiago Vasconcellos Modenesi

As Histórias em Quadrinhos na educação infantil como ferramenta de aprendizagem - Rosa Alicia Nonone Casella/Thiago Vasconcellos Modenesi

BLOCO 3: QUADRINHOS E SEUS USOS POTENCIAIS NA SALA DE AULA

Avenida Paulista: educação em forma de quadrinhos - Ranieri Lima Dib

Personificação de estereótipos em Hetalia: Axis Powers e o ensino de História Geral no Brasil - Janaina Freitas Silva de Araújo/Amaro Xavier Braga Jr 

O HUMOR DAS TIRAS-EM-QUADRINHOS NA EDUCAÇÃO PARA A DIVERSIDADE SEXUAL - Amaro Xavier Braga Jr/Denise Maria Margonari

Tintin no Congo e a lei 10.639: conflitos e acordos para aplicação em sala de aula - Savio Queiroz Lima

O livro é indicado para professores de todos os níveis e complementa o belo trabalho que vem sendo feito pelos organizadores da coleção nos últimos dois anos, oferecendo aos profissionais do ensino ferramentas para utilizar das mais variadas formas as Histórias em Quadrinhos nas salas de aula.